Antes do fim da tarde, sentira aquela sensação de depois do almoço, de um desconfortável sono pesado que insistia em se manter, ele pensou em todas aquelas coisas guardadas em sua cabeça sem hora certa de vir e dar toda forma à todos aqueles sentimentos que por sorte atarvessaram meu corpo; aquele estremecimento mais sugeria um orgasmo telepático nas exponenciais possibilidades do que qualquer remota possibilidade de uma deconexão neuro-motora.
Em que ponto a sua vida retomara um outro ponto de vista diferente do que ele tinha pensado para si; aquela tarde etrna em Itaúnas não iria mais existir, seria apenas umal embrança juvenil como juvenis eram os seus sonhos e das moças hoje estas mulheres a guiar os homens em suas andanças e dúvidas pelo destino de cada um; como juvenil era também a esperança de sua esposa nos melhores dias que por vez não viriam como se quis crêr que fosse um dia. Na modorra, sentia o peso do bada sobre a imortalidade.
E enfim, aquele sono se transformou em silenciosa vigília de seu próprio silêncio sobre a sua vida, vagos lampejos de uma vida saboreada à risadas e imediatismo frívolo. A televisão de repente lhe trouxe uma resposta ao ver o personagem e seu fantasma numa caverna: aquela tarde introspectiva serviu para olhar dentro de si, de seus medos que se mostravam com uma nova cara, com a cara de morte e insignificância de sua vida diante do mundo além da sua caverna, casa, apartamento, ou o que fosse.
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