terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cães Perdidos: Esperando entre as chuvas

Cães Perdidos: Esperando entre as chuvas: Agora merece escrever um conto. Eu até ia escrever um outro, mais agressivo,  mais aí surgiu o Gudão, tava devendo cinco reais prá ele. Co...

Esperando entre as chuvas



Agora merece escrever um conto. Eu até ia escrever um outro, mais agressivo,  mais aí surgiu o Gudão, tava devendo cinco reais prá ele. Conta paga, inspiração satisfeita, penso nesse imenso vazio de antes de morrer e esquecer as emoções mais fortes e sinceras qeu tinha vivido até aqui.
De volta à algum lugar que se perdeu dentro de mim
Esquecido no tempo mas no mesmo lugar
E através da fogo tantos corpos arquétipos pulsantes dançantes
Representando uma nova ideologia libertária juvenil mas eu, um jovem senhor futuro senil com minhas certezas erros passos atravesso pelo corpo essa espaçonave tempo do meu corpo adentro queimando a existência num incenso lento de amor e ódios contidos não realizados exatos em compensar qualquer pretenso equilíbrio disto tudo.
Enfim, saiu, consegui não do jeito que queria (mas quem disse que vamos ver a vida acaba do jeito que esperamos?) mas é a coisa mais intensa e sincera captada pelos ares agora.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cães Perdidos: Antes do fim da tarde, sentira aquela sensação de ...

Cães Perdidos: Antes do fim da tarde, sentira aquela sensação de ...: Antes do fim da tarde, sentira aquela sensação de depois do almoço, de um desconfortável sono pesado que insistia em se manter, ele pensou e...
Antes do fim da tarde, sentira aquela sensação de depois do almoço, de um desconfortável sono pesado que insistia em se manter, ele pensou em todas aquelas coisas guardadas em sua cabeça sem hora certa de vir e dar toda forma à todos aqueles sentimentos que por sorte atarvessaram meu corpo; aquele estremecimento mais sugeria um orgasmo telepático nas exponenciais possibilidades do que qualquer remota possibilidade de uma deconexão neuro-motora.
Em que ponto a sua vida retomara um outro ponto de vista diferente do que ele tinha pensado para si; aquela tarde etrna em Itaúnas não iria mais existir, seria apenas umal embrança juvenil como juvenis eram os seus sonhos e das moças hoje estas mulheres a guiar os homens em suas andanças e dúvidas pelo destino de cada um; como juvenil era também a esperança de sua esposa nos melhores dias que por vez não viriam como se quis crêr que fosse um dia. Na modorra, sentia o peso do bada sobre a imortalidade.
E enfim, aquele sono se transformou em silenciosa vigília de seu próprio silêncio sobre a sua vida, vagos lampejos de uma vida saboreada à risadas e imediatismo frívolo. A televisão de repente lhe trouxe uma resposta ao ver o personagem e seu fantasma numa caverna: aquela tarde introspectiva serviu para olhar dentro de si, de seus medos que se mostravam com uma nova cara, com a cara de morte e insignificância de sua vida diante do mundo além da sua caverna, casa, apartamento, ou o que fosse.