segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Penso que em um primeiro momento  lembrando da pergunta de  que seu eu conseguisse de fato suportar os 21km. Realmente, eu engoli em seco quando recebi convite de Leandro, mas enfim estava afim mesmo de uma mudança de coisas que sempre faço, e no mais, de graça também. Aceitei. No domingo pela manhã, o sol se mostrou vigorsoso em um céu claro, o que aguçou a minha preocupação com água e respiração.

Meia Maratona Internacional do ES  seria minha 3ª grande prova do ano, já completara uma Corrida do Trabalhador e uma Garoto,a  minha primeira. Largada dada, todos saíram em lerda letargia, sabendo da distância a ser vencida. Não bastou curvar o anel rodoviário logo após o Hospital Metropolitano, para que o pelotão de elite tomasse distância. Acompanhei.

Não há aqui nenhuma brava história (minto, completar a prova teve uma satisfação tremenda para mim) mas lapsos de memória quanto ao ato de correr: meu tio, referência de infância, no Rio, as provas de atletismo em que eu competira no campo de futebol da UFES e flashes de todas as corridas que eu já fizera (postei sobre, vou falar de novo) é como se eu entrasse em um transe e me visse brisa de vento de um momento divino, um movimento cósmico ... algo que desafia nossa compreensão.

"... Sou leve, sou rápido, sou forte ... " era meu mantra de corrida, e o instante desta foto muito bem expressa a devoção com que tal ladainha foi entoada. Vai daí.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vivendo a quinta-feira chuvosa de Colonização de Solo Capixaba

Hoje foi dia excepcional, depois da sensação de frieza que tive dois dias atrás quando um rapaz foi baleado no Horto de Maruípe. Me senti meio triste por alguns caminhos que a vida toma e algumas situações surgem e você sabe o porquê delas surgirem, mas não ter de necessariamente aceitar o motivo. O grande lance na Vida de fato seria este, de não se acomodar com as situações, de sair do quadrado, tentar algo novo sobre o trivial que você faz repetidamente todo o dia. Ouso dizer que é transformar o momento em um, único em si.
A manhã cinzenta e chuvosa anunciou o dia pesado que não foi difícil de resolver, mas dolorido de chegar à algumas conclusões e saber reciclar e reformar atitudes para recuperar coisas que construímos com o Tempo mas que com o passar dos dias vai sendo devorado como um búfalo abatido por tigres famintos; vorazes e selvagens dentadas pelo couro do animal.
Excepcional porquê também hoje não teve aula na Academia Popular, e nesse frio de quase inverno, outonal noite, me rendo aos meus folgachos literários dando vazão ao Eu que raramente sai aos olhos e telas das pessoas, um Eu que ainda se cria e forma enfim como um velho ator que monta a sua banda de rock, de um indiano centenário que corre a sua maratona ou de nos telejornais de hoje de um senhor japonês de 80 anos que sobe o Everest. Já comecei algumas subidas, e torço pelo privilégio das águias.