A Meia Maratona Internacional do ES seria minha 3ª grande prova do ano, já completara uma Corrida do Trabalhador e uma Garoto,a minha primeira. Largada dada, todos saíram em lerda letargia, sabendo da distância a ser vencida. Não bastou curvar o anel rodoviário logo após o Hospital Metropolitano, para que o pelotão de elite tomasse distância. Acompanhei.
Não há aqui nenhuma brava história (minto, completar a prova teve uma satisfação tremenda para mim) mas lapsos de memória quanto ao ato de correr: meu tio, referência de infância, no Rio, as provas de atletismo em que eu competira no campo de futebol da UFES e flashes de todas as corridas que eu já fizera (postei sobre, vou falar de novo) é como se eu entrasse em um transe e me visse brisa de vento de um momento divino, um movimento cósmico ... algo que desafia nossa compreensão.
"... Sou leve, sou rápido, sou forte ... " era meu mantra de corrida, e o instante desta foto muito bem expressa a devoção com que tal ladainha foi entoada. Vai daí.

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