segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Penso que em um primeiro momento  lembrando da pergunta de  que seu eu conseguisse de fato suportar os 21km. Realmente, eu engoli em seco quando recebi convite de Leandro, mas enfim estava afim mesmo de uma mudança de coisas que sempre faço, e no mais, de graça também. Aceitei. No domingo pela manhã, o sol se mostrou vigorsoso em um céu claro, o que aguçou a minha preocupação com água e respiração.

Meia Maratona Internacional do ES  seria minha 3ª grande prova do ano, já completara uma Corrida do Trabalhador e uma Garoto,a  minha primeira. Largada dada, todos saíram em lerda letargia, sabendo da distância a ser vencida. Não bastou curvar o anel rodoviário logo após o Hospital Metropolitano, para que o pelotão de elite tomasse distância. Acompanhei.

Não há aqui nenhuma brava história (minto, completar a prova teve uma satisfação tremenda para mim) mas lapsos de memória quanto ao ato de correr: meu tio, referência de infância, no Rio, as provas de atletismo em que eu competira no campo de futebol da UFES e flashes de todas as corridas que eu já fizera (postei sobre, vou falar de novo) é como se eu entrasse em um transe e me visse brisa de vento de um momento divino, um movimento cósmico ... algo que desafia nossa compreensão.

"... Sou leve, sou rápido, sou forte ... " era meu mantra de corrida, e o instante desta foto muito bem expressa a devoção com que tal ladainha foi entoada. Vai daí.


Nenhum comentário: