segunda-feira, 30 de novembro de 2015

É estranho falar sobre algo que você quis que acontecesse tanto, ter conseguido e sentir-se num enorme vazio dentro de si mesmo; há metas, planos e alvos, mas o meio do caminho não é mais o mesmo, o cotidiano e a tarde são diferentes, e a impressão de que existe algo no ar que você não sabe o que é, mas que diz diretamente a você é premente e próxima neste arrastado “thriller” da tarde.

Os hábitos mudaram, a pessoas e os locais também e o cotidiano que você acostumou em encontrar durante meses se desfez da noite para o dia. Houve sim a necessidade de mudança, mas que não foi realizada ao seu tempo, e sim ao tempo de quem chegou e ao sabor das circunstâncias. “Quadrado, para que quadrado?” Nunca me senti muito confortável mesmo estando lá, mas muito pior me sinto agora, se é que se permite a ter algo por sensação.


Estava de volta ao seu local de origem, silencioso, sério e hermético em si mesmo, como passa a imagem de todo o andar; as emoções abafadas na rigidez e compenetração que o tal de mundo corporativo pedia sob o estigma de foco e força. Fé, por si mesma, emocionando ou não, cega ou apaixonada, haveríamos de ter, com ou sem motivos definidos, apenas crer em dias melhores por mais iguais que eles pareçam no cotidiano das vidas.

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