quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ao lado do DVD pirata "Diário de um jornalista bêbado" com o Jonhy Deep na capa, me ponho e escrever novamente minhas impressões da minha viagem para o Acre. Dizem que toda pessoa muda depois de uma viagem, e não sou uma pessoa ou jornalista diferentes de tantos outros jornalistas brasileiros detrás de seus computadores ansiosos em expôr a sua visão que toda viagem nos traz de novo para enxergar o mundo.
É aniversário de Proclamação da República, e penso que nós, jornalistas, como principais baluartes da democracia moderna, estamos entre os meios de quem guerreia uma revolução. A revolução verde foi o que eu encontrei então na capital do Acre, Rio Branco, com o que parece ridículo dizer daqui, a expressão "É preciso desmatar para preservar", proferida pelo Senador Jorge Vianna, e ainda ver sentido nisso.




Não é uma história que eu possa contar de selva, ou do Daime, mas das impressões midiáticas que eu tive sobre as palestras em meio ambiente e temas afins e de ver camaradas de profissão de diversos estados do país pensando os rumos da categoria em seus estados, nacionalmente ou mesmo quanto à sucessão da Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ).  

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O sentido que eu dera ao símbolo não caberia em si tudo aquilo o que de fato eu queria dizer, e a tristeza que repentinamente se formava em lágrima converteu-se num lampejo de apressadas linhas, mesmo que fugidias e desorganizadas na memória ...

Quem vai saber o que você sentiu?
Quem vai saber o que você pensou?
Quem vai dizer agora o que eu não fiz?
Como explicar pra você o que eu quis

Não há explicações momentos depois do ocorrido, as coisas são por si só ou não seriam como as situações se apresentam e não consideramos que o medo de nós mesmos nos apossa e desola de toda sorte de calor e fé. Quem sou eu para explicar aos sábios destemores diversos do cansaço e da solidão ... talvez eu esteja por falar demais e ferir mesmo involuntariamente alguns. Sem martírios, seguem-se outros rumos.
O amanhecer vem estranho e nublado como um sonho que tive esta noite: um animal ferido, ensanguentado, que no começo parecia um gato mas foi lembrando uma capivara, uma paca ou uma lebre se aproxima de mim com carinho como se quisesse mesmo ajudar a mim que parecia muito mais em apuros do que ele mesmo, que percebendo a sua condição, resolve partir para um outro lado.
Não saberia exprimir que estas sejam as minhas primeiras impressões subjetivas sobre esta empresa que desenha.Toda viagem para longe é principalmente uma viagem que fazemos dentro de nós mesmos, das coisas que tentamos botar no fundo da alma e não vão cabendo pelo cotidiano dos dias. Estou voltando à escrever aos poucos, como um exercício (de dor???) dos mundos possíveis já vividos.
Eu estava atrás de uma linha de escrita pensando que dependia mesmo de ser aquilo, mas vejo que é uma arte de representação da qual a realidade se apresenta de formas que se pensam em construir cenários e condições irreais com determinados fins. Nenhum fim porém digno ou que seja harmônico em sua essência. Esta é realmente a maior travessia do ser: do passar do tempo psicológico dentro de si.

domingo, 4 de novembro de 2012

Cães Perdidos: O faro dos cães perdidos na Amazônia

Cães Perdidos: O faro dos cães perdidos na Amazônia: A expectativa que se cria antes da viagem não é a mesma; cada viagem significa mesmo uma morte em que um pouco de nós vai indo embora para o...

O faro dos cães perdidos na Amazônia

A expectativa que se cria antes da viagem não é a mesma; cada viagem significa mesmo uma morte em que um pouco de nós vai indo embora para o lugar distante de fato que lhe cabe restar, com seus oceanos, céus e subterrâneos enfim. São nelas em que eu exorcizo os fantasmas de nós mesmos que vivem no nosso cotidiano e insistem em sugar a nossa vitalidade e potencial criativo de imortalizar e de se curar.
A minha presença nas redes sociais onde realmente me sinto um homem de imprensa vai ter material de sobra no local onde será este Encontro de Jornalistas, em Rio Branco, capital do Acre.  Ela repensa a condição do formador de opinião contemporâneo. Como a nossa relação com a informação (ou a falta dela) é pautada pelas principais veias midiáticas e ed que modo isto traz um sucesso relativo como foi o caso do índios Guarani -  Kaiowa.
E eu mesmo sou elemento constituinte da nação brasileira, sendo um negro suburbano do Rio de Janeiro crescido e bem vivido nesta aprazível ilha e de singular qualidade de vida que é Vitória, me encontro indo vacinado, tá bom que com um certo atraso (deveria ter me vacinado há uns quinze dias atrás, pelo menos), para o evento que promete ser o primeiro do gênero na floresta amazônica. Vou falando melhor prá vocês no caminho, me acompanhem.